Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
Uma vergonha...

"O Tribunal Constitucional (TC) notificou segunda-feira os partidos a provarem, no prazo de 90 dias, que têm pelo menos cinco mil militantes, sob pena de serem extintos por incumprimento da Lei dos Partidos Políticos."
O PNC, Partido Nacional do Centro, é, para os mais distraídos, aquela coligação disfarçada entre os antigos dois maiores partidos do país, o PSD e o PS, que se têm vindo a fundir progressivamente numa massa homogénea e tão compacta que custa cada vez mais distinguir.
Recentemente esse partido decidiu acordar sobre uma nova Lei Autárquica, que, na prática, empurrará os partidos com menor expressão para os confins da representatividade.
Hoje, o Tribunal Constitucional, excelsa extensão no tal PNC, lembrou-se de fazer aplicar uma das numerosas aberrações legislativas que por lá tem num prazo de 90 dias. Ou seja, todos os partidos políticos que nesse período de tempo não forem capazes de fazer prova de que possuem 5 mil militantes, pelo menos, serão pura e simplesmente extintos, no cumprimento do nº2/2003, de 22 de Agosto, da Lei dos Partidos Políticos. Fico contente por finalmente se começarem a querer aplicar leis neste país. No entanto estranho a ordem de prioridades.
Está em causa a castração da chamada "liberdade de associação", constante do Art.51º da Constituição vigente, e que, ao que sei, é ainda uma premissa destes tempos. Se não a querem consagrar, que não o façam, mas virem todos os anos sujar-nos a Assembleia com cravos para celebrar algo que desacreditam sistematicamente... É dinheiro perdido.
É curioso, no entanto, que o processo legal para a criação de novos partidos se mantenha inalterado... Ou seja, quem quiser constituir um novo partido tem de recolher 7500 assinaturas... Mas logo que se encontra legalizado, tem 90 dias para provar que tem quase o mesmo número de militantes...
Está bom de ver que muito dificilmente um jovem partido conseguirá percorrer tal caminho em tão pouco tempo...
Mas está bem pensado, nada melhor do que evitar crescimentos incómodos à porta das próximas as legislativas. É sempre complicado extinguir partidos com representantes no Parlamento. Tinham de os sentar ao colo do Jaime Gama e assim...
Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
Diz que é uma espécie de "anti-fascista"...
“Quando a Directora da Menina e Moça me pediu algumas palavras para este número comemorativo do XX aniversário, senti que não podia deixar de responder a esse convite. Não que essa resposta me fosse ditada por uma mera cortesia para com as responsáveis da M. P. F., que respeito e admiro. Não que a ela me movesse o gosto, sempre renovado, de ver as próprias ideias ou sentimentos reduzidos à forma objectiva de caracteres tipográficos. Um único motivo me torna presente nas colunas desta revista. Esse motivo é a gratidão muito viva por tudo o que através da M. P. F., eu pude aprender, consciencializar e tornar bem concreto na vida quotidiana.A Menina e Moça foi para mim, durante o tempo decisivo da minha adolescência, o complemento do clima de entusiasmo e de generosidade, de gosto pelos grandes ideais e de pronto espírito de serviço que as aulas de formação, as colónias de férias e, acima de tudo, o curso de graduadas da M. P. F. (que frequentei entre o 4.º e 5.º anos do liceu) me habituaram a desejar e a querer viver. Mais tarde, durante a experiência, extremamente rica, de alguns anos em que pude colaborar nas aulas de formação moral e nacionalista, o mesmo espírito me foi trazido pela Menina e Moça, onde sempre gostei de reencontrar o ideal, sem mistura, da mocidade, e a disponibilidade, sem reserva, da época da vida em que o coração todo inteiro se dá.
Sobretudo, veio-nos através da M. P. F. (eu não sei mais distinguir entre o que me veio através da Menina e Moça e o que veio através das outras actividades da Organização) a repulsa pela mediocridade consentida e o gosto das coisas duras, que me têm tornado a vida uma difícil mas apaixonante aventura. E, como pano de fundo de toda a formação que na M. P. F. recebi, veio-me a certeza, ao mesmo tempo empírica e mal documentada, da existência de uma vocação própria da Mulher no mundo, base natural em que mais tarde havia de assentar a minha vocação ao serviço da Igreja Universal.
É por isso que eu gostaria de dizer a todas as meninas e moças da geração de hoje que não fechem os ouvidos ao apelo de altura e de sonho que a M. P. F. nelas quer despertar. Que não encolham os ombros, numa pretensão de experiência céptica das pessoas e das coisas, quando a M. P. F. as convida à generosidade e a ocuparem o seu lugar no mundo. Que não se alheiem com desprezo daquelas que procuram ajudá-las a viver a etapa maravilhosa da adolescência. Que não tenham medo de ser diferentes no meio da massa indiferenciada que a civilização do nosso tempo tem produzido.”
Maria de Lourdes Pintassilgo
(Graduada da Mocidade Portuguesa Feminina)
1959
In: “Mocidade Portuguesa Feminina”, Irene Flunser Pimentel,
Esfera dos Livros, 2007, pág. 204.
Quinta-feira, Dezembro 06, 2007
O bombeiro amigo.

"Doador de esperma é obrigado a pagar pensão em Londres
Um bombeiro britânico que doou esperma a um casal de lésbicas foi forçado, pela Agência de Protecção à Criança da Grã-Bretanha (CSA), a pagar pensão para duas crianças concebidas através de inseminação artificial"
in: Sol
A certa altura diz o solicito bombeiro: "Ainda não percebi porque é que tenho que pagar pelos filhos de um outro casal"
Ora aqui está. Depois de tanta generosidade e esforço da sua parte, o desgraçado ainda tem que assumir os filhos "dos outros"...!
O que é triste no meio disto tudo é que há mesmo quem acredite que fazer nascer gente com o nosso código genético pode ser encarado como um mero contributo...
- Tens aí 2 euros que me arranjes?
- Olha tenho. Tomá lá.
- Então e um filho pode ser?
- Porque não?
- E já agora, um também aqui para minha companheira, que é uma querida.
- Claro, não há problema.
Depois as queridas separam-se (a bem da rotatividade na espécie), lembram-se que ao fim de contas precisam de um homem na sua vida, vão a tribunal pedir-lhe dinheiro, e então o tipo descobre que afinal é pai!
O infeliz ainda não percebeu que o único casal aqui é constituído por ele próprio com cada uma das queridas. Uma espécie de bigamia. Será que deveria converter-se ao islamismo...?
Há fogos onde um homem não deve mexer. Mesmo sendo bombeiro!
Quarta-feira, Novembro 21, 2007
Tirar a cabeça da areia...
Pinto Monteiro acusa ministra da Educação de minimizar violência nas escolas "O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, acusa a ministra da Educação de "minimizar a dimensão da violência nas escolas", numa entrevista à revista Visão que será publicada quinta-feira. Na entrevista, o responsável afirma ter seleccionado a violência escolar como uma das suas prioridades, no âmbito da nova Lei de Política Criminal.
"Sei que há várias pessoas, até a senhora ministra da Educação, que minimizam a dimensão da violência nas escolas, mas ela existe", refere Pinto Monteiro.
O PGR garante mesmo que vai preocupar-se com "cada caso de um miúdo que dê um pontapé num professor ou lhe risque o carro", por não querer que haja "um sentimento de impunidade" nas escolas, nem que "esse miúdo se torne um ídolo para os colegas".
"Quanto à escola, ao nível penal, deve existir tolerância zero. Mesmo que seja um miúdo de 13 anos, há medidas de admoestação a tomar. Se soubessem a quantidade de faxes que eu recebo de professores a relatarem agressões...", adianta Pinto Monteiro.
Segundo dados do Observatório da Segurança Escolar divulgados em Março no Parlamento, no passado ano lectivo foram contabilizadas 390 agressões a professores nas escolas e arredores, o que dá uma média diária superior a dois casos, tendo em conta que há 180 dias de aulas por ano.
No final de Outubro, a Procuradoria-Geral da República anunciou que iria emitir uma directiva ao Ministério Público para fazer a recolha de dados sobre violência escolar, "começando pela participação de todos os ilícitos que ocorram nas escolas".
No início deste mês, em entrevista à RTP1, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou "exageradas" as preocupações do Procurador-Geral da República sobre violência nos estabelecimentos de ensino.
"O PGR fez eco da sua preocupação, mas não há motivos para isso porque a violência escolar é uma situação rara e não está impune. O que existem é situações de indisciplina e incivilidade", sustentou, na altura, a ministra da Educação, adiantando que não queria que fossem criminalizados "actos que têm características específicas porque acontecem no meio escolar".
Contactado pela Lusa, o Ministério da Educação não quis comentar as declarações de Pinto Monteiro."
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Neste, começo a confiar...
Domingo, Julho 22, 2007
Às voltas pela cidade... (V)

No Torreshoping a Valentim de Carvalho transformou-se em mais um representante de operadora de telemóveis... Não é que prestasse um grande serviço à cultura, tendo em conta o pobre conteúdo, mas sempre era mais um espaço onde se podia comprar um livro...!
Assim vão os torrejanos passeando com um telemóvel em cada mão. Os livros fazem cá uma alergia...!
Etiquetas: Torres Novas
Quinta-feira, Julho 19, 2007
Sexta-feira, Junho 22, 2007
Abortar uma ideia.

Correia de Campos já tem o arranjo feito. Apresentada já em conferência de imprensa a portaria que regulamentará a lei da IGV, ficamos a saber uma série de novos apoios à morte por encomenda.
Entra em vigor a 15 de Julho a nova lei que abrirá caminho a uma sangria gratuita e encorajada, como nunca pensámos que pudesse vir a ser.
Pois, segundo o ministro, "as mulheres que recorram ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) para fazer uma Interrupção Voluntária da Gravidez (IGV) não vão pagar taxas moderadoras ao abrigo do regime de isenções previsto para as grávidas".
Portanto, a ver se entendi, uma mulher cancerosa que pouco mais quer que sobreviver por mais uns anos...paga taxa moderadora... Uma outra, saudável, mas que se quer livrar do "incómodo" que criou conscientemente...fica isenta...!
Mas que nojo de país é este?!? Mas que raio de radicalismo pró-aborto vai na cabeça deste mentecapto liberticida?!?
E, para cúmulo, esta isenção surge ao abrigo do regime de isenções previsto para as grávidas...! Mas, em que medida é que uma mulher que rejeita a sua gravidez deve requerer os benefícios da mulher grávida que está a dar um contributo ao mundo?
Como se não bastasse, a mulher empregada que interrompa a sua gravidez até às dez semanas passa a ter direito a uma licença de "maternidade" (vejam bem as expressões)com a duração mínima de 14 dias e máxima de 30 conforme prescrição médica, sendo que o montante do subsídio será de 100 por cento da remuneração de referência.
Aí está... a absoluta aberração. Uma lei, ela sim, a ser abortada quanto antes...e com pagamento de taxa moderadora (ou seja, rua com o ministro)!
Etiquetas: Aborto
Terça-feira, Junho 05, 2007
Amar aqui!
Num dos seus diálogos com o público, S.Josemaria Escrivá foi interpelado por um homem que lhe coloca uma questão. Aqui fica, com a respectiva resposta. A negrito assinalo o excerto que deverá acompanhar cada momento de cada dia de cada um de nós.
__________________________________________
- Padre, aqui está um senhor e um casal que me são muito próximos. Um por razões de família, o outro por amizade. Ambos têm um problema semelhante, que é um filho doente e com um prognóstico muito pouco esperançoso, Padre. Eu não soube dizer-lhes em nenhum momento o que seria oportuno para a sua situação. Gostaria que lhes dissesse algo, aproveitando que estão aqui Padre.
- Meus filhos, dir-vos-ei algo da experiência de uma pessoa que esteve dez anos com uma doença grave e sem cura, e esteve contente, cada dia mais contente. Porque se abandonou nos braços de Deus. Convenceu-se de que Deus não é um ser longínquo, é mais que uma boa mãe e todo-poderoso. Não fica contente com o nosso mal, mas com o nosso bem. Diz a essa mãe, a esse pai, diz aos dois: quando tiras das mãos de um dos teus filhos um canivete, uma navalha, uns fósforos, com os quais está a brincar, porque não queres que se magoe, o rapazito protesta, protesta porque o contrarias, porque lhe tiras um brinquedo. E nós, com a visão que temos deste mundo, estamos a ver um tapete do avesso, pela parte dos nós, e não compreendemos que a felicidade está depois, que isto se acaba, vai-se embora como a água entre as mãos. Isto é fugaz. “Tempus breve est”, diz o Espírito Santo: Há muito pouco tempo para amar. Di-lo a esses doentes da minha parte, da parte daquele que esteve doente, moribundo durante vários anos. Diz-lhes que o Senhor do Céu é seu Pai, e que o tempo para amar é curto. Que amem aqui! E que o amor se manifeste na dor.
Há uma velha poesia… É muito má, mas a ideia é boa:
A minha vida é toda de amor
E se o amor estou experimentando
É por força da dor.
Pois não há amante melhor
Que aquele que muito chorou.
E nós homens também choramos! Mas estes que enxuguem as lágrimas, porque o que Deus está a fazer com eles é a manifestar-lhes a sua predilecção. Têm tantas alegrias à sua espera! Espera-os tanta felicidade! E para sempre… Diz-lhes isto.
__________________________________
Quando a sombra da morte pousa mais próxima de nós, talvez seja o momento ideal para lembrar o incomensurável valor da imensa vida que passa junto a nós...e que nos é serenamente incógnita, anónima, indiferente... Há, de facto, muito pouco tempo para amar... e, na verdade, ao cabo da nossa vida, pouco mais poderemos deixar que um testemunho sincero da nossa capacidade para tal. Porque é o que fica na memória de quem nos sobrevive, os nossos bons gestos, os nossos cuidados e zelos, a nossa deferência, educação, amizade, dedicação. E é sobretudo isso que condicionará os passos de quem fica, o exemplo sob o nome de "saudade". É o meu adeus ao Tuto e ao Ilídio, agora que ganharam aquela Vida que nos é vedada e que não sabemos compreender.
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- Padre, aqui está um senhor e um casal que me são muito próximos. Um por razões de família, o outro por amizade. Ambos têm um problema semelhante, que é um filho doente e com um prognóstico muito pouco esperançoso, Padre. Eu não soube dizer-lhes em nenhum momento o que seria oportuno para a sua situação. Gostaria que lhes dissesse algo, aproveitando que estão aqui Padre.
- Meus filhos, dir-vos-ei algo da experiência de uma pessoa que esteve dez anos com uma doença grave e sem cura, e esteve contente, cada dia mais contente. Porque se abandonou nos braços de Deus. Convenceu-se de que Deus não é um ser longínquo, é mais que uma boa mãe e todo-poderoso. Não fica contente com o nosso mal, mas com o nosso bem. Diz a essa mãe, a esse pai, diz aos dois: quando tiras das mãos de um dos teus filhos um canivete, uma navalha, uns fósforos, com os quais está a brincar, porque não queres que se magoe, o rapazito protesta, protesta porque o contrarias, porque lhe tiras um brinquedo. E nós, com a visão que temos deste mundo, estamos a ver um tapete do avesso, pela parte dos nós, e não compreendemos que a felicidade está depois, que isto se acaba, vai-se embora como a água entre as mãos. Isto é fugaz. “Tempus breve est”, diz o Espírito Santo: Há muito pouco tempo para amar. Di-lo a esses doentes da minha parte, da parte daquele que esteve doente, moribundo durante vários anos. Diz-lhes que o Senhor do Céu é seu Pai, e que o tempo para amar é curto. Que amem aqui! E que o amor se manifeste na dor.
Há uma velha poesia… É muito má, mas a ideia é boa:
A minha vida é toda de amor
E se o amor estou experimentando
É por força da dor.
Pois não há amante melhor
Que aquele que muito chorou.
E nós homens também choramos! Mas estes que enxuguem as lágrimas, porque o que Deus está a fazer com eles é a manifestar-lhes a sua predilecção. Têm tantas alegrias à sua espera! Espera-os tanta felicidade! E para sempre… Diz-lhes isto.
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Quando a sombra da morte pousa mais próxima de nós, talvez seja o momento ideal para lembrar o incomensurável valor da imensa vida que passa junto a nós...e que nos é serenamente incógnita, anónima, indiferente... Há, de facto, muito pouco tempo para amar... e, na verdade, ao cabo da nossa vida, pouco mais poderemos deixar que um testemunho sincero da nossa capacidade para tal. Porque é o que fica na memória de quem nos sobrevive, os nossos bons gestos, os nossos cuidados e zelos, a nossa deferência, educação, amizade, dedicação. E é sobretudo isso que condicionará os passos de quem fica, o exemplo sob o nome de "saudade". É o meu adeus ao Tuto e ao Ilídio, agora que ganharam aquela Vida que nos é vedada e que não sabemos compreender.
Quinta-feira, Maio 17, 2007
Lido: "A verdade sobre o Código"

Não são precisas muitas páginas para José Ullate Fabo deitar por terra, uma a uma, as múltiplas mistificações e falsidades de Dan Brown. E com que clarividência e simplicidade!
Não vou tecer muitas considerações a algo que, só lendo, mas deixo um excerto que revela bem a noção que o autor tem, da conduta e do estado de espírito que distingue a paz e humildade da "Fé", do sobressalto e arrogância de uma suposta "auto-suficiência":
"Há duas maneiras básicas de analisar o problema do significado da vida, o problema religioso:
A primeira é a gratidão, que significa, antes de mais nada, percebermos a imensa sorte de estarmos vivos, a possibilidade de compreender as coisas, de detectar a ideia e a bondade de todo o real, bondade essa não ofuscada pelo mal. Desta gratidão nasce uma atitude afirmativa, de procura do significado e respeito perante tudo o que foi criado. Podemos livremente chamar a esta disposição natural "atitude ortodoxa" e descrevê-la à semelhança de Francis Beauchesne Thornton, como "um princípio de autoridade e de inteligibilidade, uma estrutura estável de referência de valores e de acções". Isto é, para o homem que não se revolta contra a sua natureza, a realidade apresenta-se inteligível e boa e, como tal, há que respeitá-la e obedecer-lhe. Isto não impede que esteja também ciente que a realidade possa conter mal e de que ela não dá razão de si mesma, que reclama um significado. Um ser humano assim não vê a hierarquia, social ou natural, como um atentado contra a sua independência, mas como forma de alcançar a sua própria finalidade. Maritain faz um retrato desse ser humano: "Um animal dotado de razão, cuja suprema dignidade reside na sua inteligência (...), um indivíduo livre na sua relação pessoal com Deus, cuja suprema honra consiste em obedecer voluntariamente à Lei de Deus (...) e uma criatura pecadora chamada à vida divina e à liberdade da graça, cuja suprema perfeição consiste no amor."
A segunda maneira de abordar o problema da existência é a partir do escândalo, do sofrimento, da insatisfação que produz a insuficiência e a dor da realidade. É a atitude gnóstica que não suporta - como Nietzshe - não ser Deus. Este desgosto perante a vida traduz-se numa revolta perante toda a hierarquia e na sensação de que toda a norma é opressora, um atentado contra a soberania do "eu". Tudo o que me obriga é insuportável: desde as normas éticas até ao governo da sociedade, passando pela inalterável fixidez da ciência e da história. Um ser assim reivindica uma radical criatividade em todos os terrenos. Reconhecemos esta atitude em Brown, para quem os dados da história nada mais são que uma vasta conspiração para ocultar uma "verdade" secreta e revolucionária. Não aceita a objectividade do real porque para ele seria como aceitar uma cadeia que não deixa espaço para respirar. Do mesmo modo, não reconhece que as coisas tenham uma natureza fora da qual se corrompem. Isto seria reconhecer que as coisas são boas e respeitáveis, que obedecem a um desígnio superior. Para ele, negar toda a norma ética é a máxima liberdade. Sobretudo na sexualidade. O corpo humano, como tudo o que existe, produz nele o desassossego de um quarto fechado e sem arejamento. Precisa de abrir as janelas da transgressão. Por isso exalta uma sexualidade sem limites e sem amarras éticas, sem responsabilidade nem consequências. Sem pesos irritantes. Mas a sua liberdade absoluta parte de um desprezo. Se o corpo fosse alguma coisa valiosa seríamos obrigados a obedecer à sua natureza, e tratá-lo com respeito, o que nos haveria de impor limites rigorosos que o gnóstico não está disposto a aceitar na sua infinita revolta contra toda a imposição. É pura vontade de afirmação que se autodestrói.
A queixa é o reverso da revolta gnóstica perante toda a hierarquia. Longe de se libertar, o rebelde manifesta na prática o seu desgosto perante a vida queixando-se, mostrando uma insatisfação irritada e caprichosa. O Codigo Da Vinci é um expoente desta visão rebelde perante a existência. Torna-se perigoso na sua banalidade, porque para o ser humano, submetido à marca do pecado original, qualquer apelo ao prazer imediato e irresponsável será sempre uma tentação. A tentação de abdicar da tarefa da vida. Por isso é importante separar a autêntica realidade desta "espontaneidade vital" da espiritualidade de café, aparentemente cheia de prazeres sem consequência. Debaixo de ouropéis flamejantes esconde-se o profundo desprezo pela realidade, a negação de toda a responsabilidade, a necessidade de fugir dos limites do real, a solidão daquilo que é desprovido de sentido. A queixa absoluta e, em última instância, violenta. Não aspira a mais do que à sucessão de efémeros momentos de prazer fugaz.
O gnóstico explica a origem do mal atribuindo-o a um deus, a um demónio ou a uma organização super-poderosa. Com isso consegue sentir-se inocente, justificado. Por outro lado, como essa fonte do mal é de algum modo “sobre-humana”, o gnóstico é fatalista: nada pode fazer contra o mal. O resultado é um indivíduo radicalmente “auto-indulgente” (“eu sou boa pessoa”, “eu não faço mal a ninguém”) e irresponsável (“as coisas não vão mudar porque os mesmos vão sempre mandar, ou Satanás, ou o demiurgo”). Esse tipo humano é:
- Anarquista: para ele, o poder é mau por definição. Por isso, não tem respeito por qualquer instância (governo, Igreja, até o guarda urbano). Só obedece por temor ao castigo, mas se prevê que vai escapar ao castigo não hesita em transgredir as normas;
- Individualista: é a outra face do anarquismo. Se o poder é mau, quer dizer, se estiver sempre nas mãos dos maus, a única coisa com que cada um tem de preocupar-se é com a sua vida e com os seus assuntos privados;
- Bem intencionado: quer “sentir-se bom”, inclusivamente chega a ser muito generoso, mas não como reconhecimento da lei natural e divina, que o chama a ser bom e a fazer o bem, mas sim como pura decisão livre. É o solidarismo actual, que está disposto a socorrer mil e um necessidades, mas sem que isso implique uma mudança no coração ou questionar o sentido da existência. Para actuar numa ONG faz falta comprometer-se a “fazer o bem material”, mas não a ser bons;
- Não compreende a moralidade: não há coisas boas ou más, tudo depende das consequências que tragam à própria vida. Se posso fazer algo mal e ninguém repara ou não vai ter consequências, não há problema.
Antoine de Saint-Éxupéry retratou com clarividência este tipo humano tão frequente: “Cortaram-nos os braços e as pernas e logo nos deixaram livres para andar. Mas odeio esta época na qual o homem se converte, debaixo de um totalitarismo universal, em carneirada amável, educada e tranquila. E querem convencer-nos de que isso é progresso moral…! Hoje, com certeza, a gente suicida-se. Mas o seu sofrimento é da ordem de uma dor de dentes. Intolerável. Isso não tem nada a ver com o amor.”
Quarta-feira, Maio 09, 2007
Olha outro!

Depois de Cristo, mais a mulher, os filhos, os pais, os tios e as primas, vem agora anunciar-se a incrível descoberta do "túmulo do Rei Heródes"!
Pode até ser, mas estranho a confluência de anúncios...
Aguardamos ansiosamente a descoberta do túmulo do burro do Presépio...!
Quarta-feira, Maio 02, 2007
É a loucura...

"Em mais de 220 cidades dos cinco continentes, incluindo, em Portugal, Lisboa e Porto, 5 de Maio é dia de marchar pela legalização/normalização do cultivo, venda e consumo de cannabis."
In: SIC
Num tempo em que tudo parece difícil, stressante, falso, perigoso ou injusto, em "mais de 220 cidades dos cinco continentes" a solução apresentada para a descontracção e sociabilização é o devaneio, a embriaguez, o histerismo, a concupiscência, a violência, o desrespeito, o delírio ou qualquer uma das múltiplas manifestações possíveis que o efeito desinibidor do psicotrópico causará no incauto.
Tristes prioridades...
Terça-feira, Maio 01, 2007
Dia do Trabalhador.
"Quando tiveres terminado o teu trabalho, faz o do teu irmão, ajudando-o, por Cristo, com tal delicadeza e naturalidade, que nem mesmo o favorecido repare que estás a fazer mais do que em justiça deves.
- Isso, sim, é fina virtude de filho de Deus!" - S. Josemaria Escrivá
- Isso, sim, é fina virtude de filho de Deus!" - S. Josemaria Escrivá
Etiquetas: Meditação
Segunda-feira, Abril 30, 2007
Sábado, Abril 28, 2007
Uma atrás da outra...

Aí está. Tudo se cumpre e só mesmo os portugueses que votaram "SIM" se poderão considerar enganados.
Depois da despenalização da IVG afim de, diziam eles, "controlar e diminuir o número de abortos", já se pretende dar pena suspensa ao crime de aborto para lá das 10 semanas. Mas a "boa vontade" dos abortistas não para! Pretende-se agora dar um destino "util" ao "produto" dos abortos (a ver se a coisa não se limita a dar prejuízo ao Estado).
Segundo a concepção do BE e PS, através de lei apresentada pelo PS, pretende-se "possibilitar a utilização de células estaminais, para efeitos de investigação e respectivas aplicações terapêuticas, mesmo quando aquelas sejam resultantes de interrupção voluntária da gravidez" e desde que a "dadora" não o proíba (ou seja, se esta não se pronunciar ninguém lhe pede a respectiva autorização).
Destaco esta intervenção da deputada Regina Bastos (PSD):
"Quer dizer: se uma mulher livremente escolher interromper a sua gravidez, os produtos resultantes dessa interrupção poderão servir para investigação científica, bem como para aplicações terapêuticas.
O aborto, que, supúnhamos, nem os seu defensores consideravam estar provido de qualquer valoração ético-social positiva, passará, a partir de agora, a ter uma utilidade social que a lei expressamente contempla.
E, mesmo proibindo a indução de abortamento para a finalidade específica de células estaminais, como ingenuamente pretende o Projecto de Lei do PS, a verdade é que nenhuma garantia haverá de que tal não aconteça."
Para esta gente tudo se resume a matéria prima ...
Etiquetas: Aborto
São tão giros...!
"O Governo prepara-se para nomear novos dirigentes para a NAV (Navegação Aérea de Portugal, gestora do tráfego). Segundo o SOL apurou, os principais responsáveis que superintenderam à elaboração do estudo que alertou para os problemas do espaço aéreo na Ota vão ser todos substituídos."
Sexta-feira, Abril 27, 2007
Os "bons" arguidos...
Quarta-feira, Abril 25, 2007
"Acima de tudo, temos de deixar aos jovens a ideia de democracia como um código moral e um sentido de identidade colectiva. As novas gerações devem ver Portugal como uma comunidade que possui um destino singular num mundo globalizado."
Do discurso do Presidente da República na sessão solene do "25 de Abril".
Do discurso do Presidente da República na sessão solene do "25 de Abril".
Etiquetas: Política
Terça-feira, Abril 24, 2007
Lido: "Pedro II, o Último Papa"

A recente proliferação do romance "histórico"/esotérico poderá confundir uma abordagem a esta obra. O seu autor é Alberto Campilho, um juiz desembargador de Barcelos, formado em Filosofia e Teologia. Faleceu em 2005, um ano antes do lançamento daquela que foi a sua única obra literária. Uma pena face às muitas perguntas que ficam por lhe colocar. Colocado entre os tais romances de pendor esoterista, que cortam pedaços da História e lhe cosem remendos ridículos, Campilho traz-nos algo de diferente...
O conto passa-se no futuro, daqui a cerca de 15/20 anos, quando o recém falecido Papa chega ao Céu e se encontra com S.Pedro e toda uma magna assembleia de santos e anjos(um pouco ao estilo do "Concílio dos Deuses", de Camões). Todos estão desejosos de ouvir o relato do Papa sobre os acontecimentos do seu trágico pontificado, desejo que este satisfaz, com o apoio de alguns seus amigos em vida que, como ele, se encontravam já no Céu.
"Pedro II, o último papa" fala-nos de um acontecimento futuro em que, após uma longa linha de sucessão electiva no "trono de Pedro", surge um que é aclamado pelo povo, após meses de um conclave inconclusivo. Trata-se de "Pedro do Rio", um arcebispo brasileiro considerado entre os seus homólogos pela sua sinceridade e humildade, mas incómodo pelas simpatias que nutre pela chamada "teologia da libertação" (corrente católica "progressista" que defende um regresso ao puritanismo dos primeiros cristãos, a partir do próprio pontífice, despojando a Igreja dos seus bens, tradições e preceitos, em prol da partilha e de uma evangelização através do exemplo e da caridade). Acontece que, morto o Papa anterior, realiza-se o conclave e dá-se a situação de este se encontrar dividido entre "conservadores" e "progressistas". Após 3 meses de fumo negro dá-se um acontecimento trágico que, provocando a morte de parte da Cúria, faz pender a força para o lado de Pedro, que acaba sendo aclamado pela população e aceite pelos arcebispos sobreviventes.
A partir daqui, Pedro, que toma o nome de "Pedro II", inicia uma luta sobre-humana, não só para preservar o seu lugar, permanentemente ameaçado pela oposição interna no Vaticano, como para apelar à concórdia e à partilha junto dos governos de um Mundo que, mergulhado na injustiça da abastança e soberba de uns e da miséria e humilhação de outros, se encontra à beira da guerra mundial.
O conto tomaria proporções de simples desabafo e crítica social, não fossem os seus óbvios pontos de partida. Campilho baseia-se certamente nas profecias de Nostradamus e S. Malaquias para a sua projecção fictícia, para além do Apocalipse bíblico. Em S. Malaquias recolhe a chamada "profecia dos papas", documento onde, no séc. XII, este monge deixaria uma relação de todos os futuros papas até à extinção da Igreja, junto com uma pequena descrição em latim do pontificado de cada um. Para além da incrível correspondência entre muitas das descrições (especialmente no caso dos papas mais recentes, dos quais conhecemos melhor a vida), acontece que apenas resta um papa depois de Bento XVI...e o único a que S. Malaquias faz corresponder um nome, justamente Pedro II. Para este papa, o santo descreve um pontificado em permanente sofrimento, com a perseguição à Igreja, guerra e mortandade, antes do "Juízo Final".
Em Nostradamus e no Apocalipse, Campilho busca essencialmente alguns dos passos que darão origem à catástrofe final, bem como a sua descrição.
É uma obra para reflectir... Pelo lado das profecias, sem dúvida, porque elas existem e só não se depara com certos dados injustificáveis quem as não quiser ler. Mas também pelo lado da reflexão sobre a Igreja e o seu verdadeiro papel num mundo que se precipita às cegas, não se sabe bem para onde ou a que velocidade.
Uma obra marcante, pelo realismo na análise dos sintomas presentes em nossos dias, pela lucidez na antevisão de um puzzle que se completa, pelo alcance na compreensão e descrição do coração do Homem. Chamo a atenção para os belíssimos discursos que o autor colocou na boca de Pedro.
Repito, que pena é que não se possa confrontar o autor com dúvidas e impressões.
Etiquetas: Lido
Segunda-feira, Abril 23, 2007
Domingo, Abril 22, 2007
Sábado, Abril 21, 2007
De bandeja...

Há muito que esta brincadeira estava pronta a sair. Nunca se esperou outra coisa desta consulta.
Etiquetas: Política
"Só serás bom, se souberes ver as coisas boas e as virtudes dos outros. Por isso, quando tiveres de corrigir, fá-lo com caridade, no momento oportuno, sem humilhar... e com intenção de aprender e de melhorar tu próprio, naquilo que corriges" - Josemaria Escrivá
Etiquetas: Meditação
Quarta-feira, Abril 18, 2007
Terça-feira, Abril 17, 2007
Peso da "Máquina de Estado"?!?

Hoje recebi este mail... Como fiquei sem saber como reagir, ponho aqui:
________________________
Lista de Aposentados no ano de 2005 (Janeiro a Novembro)
com pensões de luxo (mas em 2006 a lista continua imparável!): pode ser consultado em: http://www.cga.pt/publicacoes.asp?O=3
Janeiro
Ministério da Justiça
€5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Março
Ministério da Justiça
€7148.12 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
€5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5484.41 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Empresas Públicas e Sociedades Anónimas
€6082.48 Jurista 5 CTT Correios Portugal SA
Abril
Ministério da Justiça
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5338.40 Procurador-geral Adjunta Procuradoria-Geral República
Antigos Subscritores
€6193.34 Professor Auxiliar Convidado
Maio
Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
€5460.37 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5338.40 Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Junho
Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Julho
Ministério da Justiça
€5182.91 Juiz Direito Conselho Superior Magistratura
€5182.91 Procurador República Procuradoria-Geral República
€5307.63 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Agosto
Ministério da Justiça
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservadora Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5043.12 Notária Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€ 5173.46 Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
Setembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
€7284.78 Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo)
€6758.68 Vice-Cônsul mdash; Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro mdash; Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
Ministério da Educação
€5103.95 Presidente Conselho Nacional Educação
Outubro
Ministério da Justiça
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Novembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
€7327.27 Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Tribunal de Contas
€5663.51 Presidente
Ministério da Justiça
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
€5015.16 Professor Coordenador Inst Superior Engenharia Lisboa
Boas Vidas!!!
Mas nem tudo vai mal nesta nossa República (Pelo menos para alguns)
Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram reeleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades. Sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos. Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (feita e aprovada por eles) a um subsídio que dizem de reintegração:
- um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo.
Desta maneira um deputado que tenha desempenhado as suas funções durante uma Legislatura recebe seis salários (20.694 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários ( 68.980 euros).
Feitas as contas aos deputados que saíram, o Erário Público desembolsou mais de
2.500.000 euros.
No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de
reforma ( mesmo que não tenham 60 anos). Estas são atribuídas aos titulares de
cargos políticos com mais de 12 anos.
Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
Almeida Santos.......................... 4.400, euros;
Medeiros Ferreira....................... 2.800, euros;
Manuela Aguiar.......................... 2.800, euros;
Pedro Roseta............................ .2.800, euros;
Helena Roseta........................... 2.800, euros;
Narana Coissoró……………….. 2.800, euros;
Álvaro Barreto............................ 3.500, euros;
Vieira de Castro......................... 2.800, euros;
Leonor Beleza………………….. 2.200, euros;
Isabel Castro............................. 2.200, euros;
José Leitão................................ 2.400, euros;
Artur Penedos............................ 1.800, euros;
Bagão Félix................................ 1.800, euros.
Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos, por exemplo, os seguintes ex-deputados:
Luís Filipe Pereira . 26.890, euros / 9 anos de serviço;
Paulo Pedroso ........48.000, euros / 7 anos e meio de serviço
David Justino ..........38.000, euros / 5 anos e meio de serviço;
Mª Carmo Romão ... 62.000, euros / 9 anos de serviço;
Luís Nobre Guedes . 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço.
A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente
na última legislatura, isto é, 3 anos, foi o suficiente para terem recebido cerca
de 20.000, euros cada .
É ESTA A CLASSE POLÍTICA QUE TEM A LATA DE PEDIR SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES PARA DEBELAR A CRISE!...
MAS... HÁ MAIS !!!
Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado. A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.
A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado – técnico
superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas
habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.
A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.
Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.
A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.
Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate (!?) em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.
Segunda-feira, Abril 16, 2007
"A irritação injusta não se poderá justificar, porque o ímpeto da paixão provoca ruína. O homem paciente resiste até ao momento oportuno, depois será recompensado com a alegria. Até ao momento certo, esconde o que pensa, e muitos elogiarão a sua inteligência" - Eclesiástico 1, 19-21
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Sábado, Abril 14, 2007
Visto: "300"

Só vos peço que não vão à procura de uma reconstituição histórica, ou lamentarão seriamente o dinheiro gasto... Fui ver este filme com a recordação do "Gladiator" na mente, um filme que me ficou gravado pelo nítido esforço na associação do argumento à História, bem como na preparação de adereços, caracterização, escolha de actores e tantas outras coisas (e pensar que lhe apontei defeitos...!)
O "300" é algo entre "A Cavalgada das Valquírias" e "O Senhor dos Anéis"... O argumento é simples, procurando reconstituir a Batalha de Termopilas, em que o Rei Leonidas e 300 Espartanos lutaram até à morte contra Xerxes, o Imperador Persa, e o seu gigantesco exército. Um sacrifício que acabaria, mais tarde, inspirando toda a Grécia (Atenas e Esparta) a unir-se contra o inimigo Persa e a defender as fronteiras.
Para começar, a escolha dos actores é terrível. Para quem viu o "Tróia", recorda-se daquela tendência absurda de meter músculos e modelos de passerelle em tudo o que era cena. Pois aqui é mais ou menos a mesma coisa. O que metem em "beleza" tiram em coerência (vá lá que neste não passam aviões durante as batalhas). As cenas não são naturais, tudo assume um dramatismo imenso, nos textos, nos gestos, cheios de grandiloquências forçadas e trejeitos a roçar o ridículo... É uma espécie de ópera onde tudo é trágico e estilizado. A própria caracterização surge quase surreal, nas roupas reluzentes, de cores limpas e berrantes, ou nos cenários que variam entre o edílico e o obscuro.
O pior mesmo é quando surge o exército persa, onde até os orks tomam lugar, já para não falar de elefantes do tamanho de dinossauros e rinocerontes do tamanho de elefantes...! Tudo termina com um panorama da marcha das forças gregas, já unidas, prontas a seguir o exemplo dos 300 mártires, ou seja, um exército a perder de vista que cobre montes e vales, só comparável com as tropas de "Sauron" em "O Senhor dos Anéis".
Bom, fica o conselho.
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Quinta-feira, Abril 12, 2007
Quarta-feira, Abril 11, 2007
Visto: "Music and Lyrics"

Este já o gramei 2 vezes...! Bom, mas a verdade é que se vê bem. Para quem gosta do tipo Comédia Romântica este é sem dúvida um bom exemplar. O argumento é simples, o típico romance inesperado entre duas almas gémeas aproximadas pelo destino e que se acabam por descobrir no decorrer de uma missão conjunta, que, neste caso, é a construção de uma canção.
Alex Fletcher(Hugh Grant), o músico decadente e desinspirado (ex-estrela dos anos 80), recebe a encomenda de um grande hit para o próximo disco de uma cantora pop adolescente, que, por sinal, tem uma grande admiração pelos antigos trabalhos do músico. Como este é compositor de melodias e não um letrista, vê-se sem um poema que lhe inspire a composição. Essa inspiração encontra-a nos dons poéticos de Sophie Fisher (Drew Barrymore), uma moça que lhe vai tratar das plantas do apartamento. Apartir daí começa uma colaboração de sucesso que viabiliza o conto de fadas e respectivo happy end.
Para além do excelente desempenho destes actores consagrados, o que vale a pena destacar são as composições feitas para o filme, quer a música em torno da qual todo o filme se passa, quer aquela que representa o sucesso da banda POP da qual faria parte o músico, nos anos 80 (esta, para os fans dos 80's, um verdadeiro hit e com direito a videoclip, com o qual começa o filme).
Videoclips aqui:
Way Back into Love
Pop Goes My Heart!
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Terça-feira, Abril 10, 2007
Perdido...

"O Presidente da República promulgou hoje a lei da exclusão da ilicitude nos casos de interrupção voluntária da gravidez, tendo enviado à Assembleia da República uma mensagem em que identifica um conjunto de matérias que deve merecer especial atenção por parte dos titulares do poder legislativo e regulamentar, de modo a assegurar um equilíbrio razoável entre os diversos interesses em presença."
Ver aqui o teor da mensagem enviada pelo Presidente da República à Assembleia da República.
______________________________
É assim que hoje vejo o nosso presidente. E nem é pelo facto de ter promulgado esta aberração legislativa, mas antes pela quantidade de reparos que achou por bem fazer à dita. Quando um homem representa a última instância no acto de legislar, tendo o poder de veto, sabe à partida que depois de promulgada uma lei ela não tornará a passar-lhe pelas mãos. Assim, de que valem os reparos e conselhos que envia a uma maioria ideológica que lhe dedica o mais profundo desprezo?!?!?
Se o presidente tivesse reenviado a lei para a Assembleia, juntamente com os ditos reparos, esta teria o dever institucional de discutir e observar alguns desses pontos, especialmente no que toca ao alargamento da discussão ao segundo maior partido nacional (que concentra bastantes defensores do "SIM", certamente mais moderados e racionais que a Esquerda com que o PS discutiu a lei). Mas não! Assim, para deleite geral da Esquerda, ainda ouvimos o ministro da saúde a aceitar conceder alguma atenção às sugestões do chefe de Estado, o que, em termos práticos, é a mesma coisa que manda-lo à m..da.
Cavaco caiu no ridículo. Falta-lhe a coragem de outros tempos. Teremos uma lei cega, à imagem e semelhança da nossa Esquerda mais libertina.
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Segunda-feira, Abril 09, 2007
"O nosso tempo exige serenidade e coragem para aceitar a realidade tal como é, sem críticas deprimentes e sem utopias, para a amar e a salvar." - João Paulo II
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Sábado, Abril 07, 2007
Sexta-feira, Abril 06, 2007
Mensagens do Papa.

Deixo aqui um excerto da mensagem pascal de Bento XVI para a XXII Jornada Mundial da Juventude, proferido a 1 de Abril de 2007.
"É possível amar?
Cada pessoa sente o desejo de amar e ser amada. Mas como é difícil amar, quantos erros e falências devem verificar-se no amor! Há até quem chegue a duvidar que o amor seja possível. Mas se carências afectivas ou desilusões sentimentais podem levar a pensar que amar é uma utopia, um sonho irrealizável, talvez seja necessário resignar-se? Não! O amor é possível e a finalidade desta mensagem é contribuir para reavivar em cada um de vós, que sois o futuro e a esperança da humanidade, a confiança no amor verdadeiro, fiel e forte; um amor que gera paz e alegria; um amor que une as pessoas, fazendo-as sentir-se livres no respeito recíproco. Deixai então que eu percorra juntamente convosco um itinerário, em três momentos, na "descoberta" do amor.
Deus, fonte do amor
O primeiro momento refere-se à fonte do amor verdadeiro, que é única: é Deus. São João ressalta bem este aspecto ao afirmar que "Deus é amor" (1 Jo 4, 8.16); agora ele não quer dizer apenas que Deus nos ama, mas que o próprio ser de Deus é amor. Estamos aqui diante da revelação mais luminosa da fonte do amor que é o mistério trinitário: em Deus, uno e trino, há um intercâmbio eterno de amor entre as pessoas do Pai e do Filho, e este amor não é uma energia ou um sentimento, mas uma pessoa, é o Espírito Santo.
A Cruz de Cristo revela plenamente o amor de Deus
Como se nos manifesta o Deus-Amor? Estamos no segundo momento do nosso itinerário. Mesmo se já na criação são claros os sinais do amor divino, a revelação total do mistério íntimo de Deus verificou-se com a Encarnação, quando o próprio Deus se fez homem. Em Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, conhecemos o amor em todo o seu alcance. De facto, "a verdadeira novidade do Novo Testamento escrevi na Encíclica Deus caritas est não consiste em ideias novas, mas na própria figura de Cristo, que dá carne e sangue aos conceitos um realismo extraordinário" (n. 12). A manifestação do amor divino é total e perfeita na Cruz, onde, como afirma São Paulo, "é assim que Deus demonstra o seu amor para connosco: quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós" (Rm 5, 8). Portanto, cada um de nós pode dizer sem receio de errar: "Cristo amou-me e entregou-se a Si mesmo por mim" (cf. Ef 5, 2). Redimida pelo seu sangue, vida humana alguma é inútil ou de pouco valor, porque todos somos amados pessoalmente por Ele com um amor apaixonado e fiel, um amor sem limites. A Cruz, loucura para o mundo, escândalo para muitos crentes, é ao contrário "sabedoria de Deus" para todos os que se deixam tocar profundamente no seu ser, "o que é considerado loucura de Deus é mais sábio que os homens, e o que é debilidade de Deus é mais forte que os homens" (cf. 1 Cor 1, 24-25). Aliás, o Crucificado, que depois da ressurreição traz para sempre os sinais da própria paixão, ressalta as "falsificações" e as mentiras sobre Deus, que se disfarçam com a violência, a vingança e a exclusão. Cristo é o Cordeiro de Deus, que assume os pecados do mundo e desenraiza o ódio do coração do homem. Eis a sua verdadeira "revolução": o amor.
Amar o próximo como Cristo nos ama
Chegamos agora ao terceiro momento da nossa reflexão. Na cruz Cristo grita: "Tenho sede" (Jo 19, 28): revela assim uma sede ardente de amar e de ser amado por todos nós. Unicamente se conseguirmos compreender a profundeza e a intensidade deste mistério, nos apercebemos da necessidade e da urgência de o amar por nossa vez "como" Ele nos amou. Isto exige o compromisso de dar também, se for necessário, a própria vida pelos irmãos amparados pelo Seu amor. Já no Antigo Testamento Deus dissera: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Lv 19, 18), mas a novidade de Cristo consiste no facto de que amar como Ele nos amou significa amar todos, sem distinções, também os inimigos, "até ao fim" (cf. Jo 13, 1)."
Ver tudo aqui.
Etiquetas: Religião
Quinta-feira, Abril 05, 2007
Publicidade em Prime-time?!?

Hoje, o quarteto da moda colocou um cartaz com as exactas mesmas dimensões e grafismo logo ao lado do outdoor que, há cerca de uma semana, foi colocado na rotunda do Marquês de Pombal pelo PNR. Naturalmente a mensagem é outra, visando parodiar o cartaz do lado que, face ao vandalismo de certos "democratas", já não contém mensagem alguma, encontrando-se irreconhecível.

Como não poderia deixar de ser, a ideia é genial, o auge de um espírito irónico cheio de pertinência e que é, sem dúvida, uma das formas de procurar diminuir o impacto da campanha política em causa. Diz o Zé Diogo Quintela que surgiu um "sururu mediático à volta do cartaz do PNR que lhe deu uma visibilidade maior daquela que teria normalmente". Simplesmente...esquece-se o "gato" que o tal "sururu" atingirá o auge com esta ajuda preciosa que um dos programas com mais audiência do momento dará à dita campanha! A sua boa veia comediante não lhe permite ver para além de uma chalaça que se pretende de efeito pedagógico... Não sabe que, nestas coisas, não é o falar-se bem ou mal que produz efeitos, mas sim o falar-se por si só! Sendo os efeitos sempre positivos para quem é desconhecido e quer dar-se a conhecer.

As coisas de facto não podiam estar a correr melhor ao PNR... Santa estupidez...!
Já agora, o PNR fala em 1750 euros, pagos com contribuições extra dos seus militantes, para produzir o dito cartaz... Pergunto onde foi o "Gato Fedorento" buscar os ditos euros para a sua "campanha"?!? Dividiram a despesa pelos 4 ou por "10 milhões"?!?
Estou para ver se esse passa desta noite...!
Quarta-feira, Abril 04, 2007
"Nenuco" vai à Feira...

Pois é, passado o primeiro de Abril, agora é a sério. No próximo 21 de Abril vai mesmo haver uma concentração "nacionalista" e é em Lisboa, no recinto da antiga Feira Popular. Pelo menos ela está convocada e divulgada dessa forma.
Este "Dia da Juventude Nacional" tratar-se-á de um evento promovido pela Juventude Nacionalista com o apoio da casa mãe, o PNR (Partido Nacional Renovador), pelo que se pretende fazer do evento um magno encontro entre a família "nacionalista" europeia, estando prevista a presença de representantes e simpatizantes de numerosos partidos e movimentos da Europa. Prevê-se uma conferência sob o tema "Formas de Activismo na Europa", onde vários grupos deverão tomar a palavra, seguida de actuações musicais (da especialidade) à noite.
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Ora, o assunto ainda está fresco, poucos já estarão a par... Mas não faltará muito para que se dê por aí o alarme e comece a soar o histerismo de certa Esquerda. Vão exigir que se proíba, vão gritar que é fascismo, que é uma afronta ao 25/4, e outras coisas. Claro que ninguém vai proibir nada, quando muito poder-se-á obrigar à escolha de outro local.
Estou a imaginar o cenário... Trata-se de um dia inteiro, logo, haverá muito tempo para que se organize uma espécie de vigília de protesto nas redondezas, contra o evento. Portanto, ou se arranja um dispositivo policial de umas centenas ou isto vai dar para o torto. É que o pessoal que estará na Feira e em seu redor não é para diálogos...e o típico manifestante "anti-fascista" tem um estilo particularmente irritante de se expressar. Eu recomendaria vivamente que, meramente por razões de segurança, as autoridades exigissem a escolha de um local menos central da cidade.
Fora isso, é natural que deste encontro resulte um grande fôlego para a extrema-direita nacional, que se sentirá, pela primeira vez, membro de pleno direito dessa família em que tardava a entrar. A partir daqui, e depois do episódio do outdoor, está lançada a campanha para 2009. Haverão de se traçar objectivos, convocar encontros, trocar contactos, concertar planos de campanha, reunir fundos (até quem sabe ajudas de partidos estrangeiros com maiores posses)... Mas disso encarregar-se-ão os vários agentes que o SIS colocará dentro do recinto, à paisana.
Depois da grande concentração no Martim Moniz em 2005, de algumas reportagens televisivas e participações pontuais em manifestações a que se associam (sempre com ampla cobertura jornalística), vieram os episódios da lista a concurso para a Ass. de Estudantes da Faculdade de Letras e o famoso outoor do PNR contra a imigração. Segue-se o "Dia da Juventude Nacional", sabe-se lá com que impacto mediático.
Na verdade, todo o sucesso ou insucesso deste partido se reportará directamente à cobertura que tiver. O público alvo está por aí e está garantido, é só uma questão de serem apresentados uns aos outros! Este partido, à semelhança do que fez o Bloco de Esquerda, tem de chocar, tem de ser incorrecto, tem de chamar a atenção. Só quando tiver eleitorado garantido e um lugar que seja na Assembleia, é que poderá repensar o seu discurso e, ordeiramente, tornar-se num verdadeiro comensal dos demais. Na ânsia de produzir audiência, a nossa comunicação social gosta muito de mostrar a "extrema-direita" e suas ousadias, mas esquece-se que não é por dizer mal ou fazer interpretações enviesadas do que se mostra, que se desfaz o efeito produzido pelas imagens e discursos captados. É assim que, em 2009, o PNR ficará muito além dos, sistematicamente desvalorizados, 10 mil votos obtidos em 2005.
Pessoalmente, não militando certo tipo de causas nem simpatizando com este tipo de atitude, não veria com bons olhos sequer a participação de um tal partido no governo. Contudo, considero da mais elementar justiça que, havendo eleitorado para tanto, haja uma tal presença em sede parlamentar que aborde temas e preocupações que também são reais e exigem uma resposta diferente e concertada, nem que seja só à Direita. Pelo que me oponho frontalmente a uma ilegalização deste partido (desde que se mantenha dentro da Lei). Não tenho medo da Democracia e cada vez que voto num partido que se diga democrata, estou a aceitar que qualquer forma de pensamento possa ser representada politicamente. São essas as regras. O mais, é demonstrar ao eleitorado que temos soluções melhores para os problemas, e que não passam por radicalismos, à Esquerda ou à Direita.
Terça-feira, Abril 03, 2007
Exemplar.

Civismo foi a palavra de ordem destes manifestantes. Numa tarde de sol e algum vento, várias dezenas de famílias foram a Belém, no passado Sábado, apelar ao bom senso e à coragem do Sr. Presidente da República. Porque a proposta de lei que tem em seu poder é fruto do atropelo das promessas eleitorais de apenas alterar a actual lei mediante referendo. Porque o dito referendo não contou com a participação de 50% do eleitorado, logo, não sendo válido.
Ainda porque uma aprovação desta proposta de lei significaria, como se entende na mesma, o livre arbítrio sobre a actual legislação, não se limitando a observar a pergunta do referendo (faço referência à anunciada suspensão de pena para os abortos realizados para lá das 10 semanas).
Simbólicamente, e a par de um manifesto entregue ao Presidente da República, foram espalhadas e "plantadas" dezenas de flores de papel pelas crianças, em frente ao palácio presidencial.
Aguardemos a decisão.



Etiquetas: Aborto
Segunda-feira, Abril 02, 2007
Também estes...?!?

Como se já não bastassem os queques do Conselho Nacional do CDS/PP, agora também o PNR e sua juventude escolheram os nossos bons ares para os seus encontros.
Anunciaram recentemente que terá lugar no próximo dia 21 de Abril, no Pavilhão dos Desportos, o chamado "Dia da Juventude Nacional". Mas não é um encontro qualquer. Têm já a confirmação da presença de líderes e membros de movimentos homólogos de toda a Europa, bem como de grupos musicais para animar a festa.
Por alegadas "razões de segurança", só agora foi divulgado o verdadeiro local do encontro, que vem sendo planeado cuidadosamente desde há 3 meses (e se vinha anunciando para Lisboa). Torres Novas oferece o sossego e o distanciamento dos possíveis distúrbios que ocorreriam na capital, pelo que esperam o ajuntamento de cerca de mil nacionalistas de toda a Europa.
Segundo a dita Juventude, "esta comemoração irá consistir, numa primeira etapa, na realização da I Conferência Internacional, dedicada ao tema - "Activismo Nacionalista" e que irá contar com a presença e participação de inúmeras organizações nacionalistas internacionais, tais como, NPD(Al), BNP(UK), FN(Fr), Alianza Nacional (Es), Democracia Nacional(Es), Nation(Be), Nordic Alliance(Sw), PNOS(Sz), Fiamma Tricolore(It), Forza Nuova(It), Noua Dreapta (R), Freier Widerstand, Anti Kapitalismus (Ge), FPO (Au), Combat España (Es), entre outros.
A segunda parte, irá consistir num concerto Luso-Ibérico, onde irão actuar diversas bandas nacionalistas.
Este evento será o maior evento nacionalista das últimas decadas, em Portugal, por isso convidamos todos os militantes e apoiantes da Juventude Nacionalista a estarem presentes, para celebrar em grande o Dia Nacional da nossa juventude!!"
Torres Novas será palco de algo...no mínimo estranho às populações locais, pelo que não se esperam reacções tumultuosas.
Veremos o que dirá a Esquerda cá da casa...
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"O minuto heróico. - É a hora exacta de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e... fora! - Aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza." - S. Josemaria Escrivá
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Sábado, Março 31, 2007
Torres "VEDRAS"?!?!?

Como se não nos bastasse ficar na "história" deste circo, ainda nos trocam o nome?!!
Que sina esta...! "NOVAS" pá! É "NOVAS"!
Fora isto, as "directas" foram aprovadas com larga maioria pelos conselheiros e, assim, as urgências hospitalares não foram necessárias. Pudera, todos se curvaram ao Noddy...!
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Haja alguém!

Lucidez na internet nacional. O "ICANN volta a rejeitar criação do domínio .xxx", ou seja, "a criação de um domínio de topo especificamente dedicado à pornografia".
Etiquetas: Sociedade
Aqui...em Torres?!?!?!?

Parece que este ano o circo veio mais cedo à cidade… Mas que raio de culpa temos nós?!?
Ao menos servirá de prova em como as urgências hospitalares fazem cá falta!
A ver vamos…
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Quinta-feira, Março 29, 2007
Extrema-direita (2)

Quem não conhece a estória do "Pedro e o Lobo" de Prokofiev?! O jovem pastor, cada vez que ia para o monte pastar as ovelhas, lembrava-se de gozar com os aldeãos gritando "lobo!". Vinham logo todos em seu socorro e quando chegavam...não havia lobo nenhum. Gozou uma, duas, três vezes... Mas, um dia, foi mesmo um lobo que lhe apareceu. E aí o rapazinho bem gritou, mas ninguém o veio acudir...
Creio que é um pouco isto que se passa hoje em dia com a forte ascensão da extrema-direita em Portugal. A Esquerda deita as mãos à cabeça e nem acredita que se vota destacadamente em Salazar num concurso de televisão. Depois vê um partido residual surgir e trata-o como se de uma pandilha de ignorantes se tratasse. Depois observa, incrédula, a juventude desse partido usar dos mesmos métodos que ela própria para angariar jovens militantes, à porta das escolas e faculdades (julgava que era um exclusivo...enganou-se!). Por fim, e agora sim, é obrigada a perceber o que é a tal "democracia" pela qual diz que lutou. É que o "direito de associação" tem destes "incómodos" não é?
A Esquerda grita: "FASCISMO! É O FASCISMO QUE ESTÁ AÍ! São skinheads! São salazaristas! São capitalistas! São reaccionários! São conservadores!" - uma salganhada dos diabos...
Na sua estupidez atávica, certa Esquerda tem vindo, ao longo de décadas, a apelidar de "fascismo" tudo o que mexe em sentido diverso do seu. Misturam alhos com bugalhos, metem tudo no mesmo saco, fazem os coktails que entendem e dão-os a comer ao povo. Agora andam aí os verdadeiros fascistas (daqueles que até Salazar perseguiu) e a Esquerda bem grita, mas ninguém lhe liga peva!
Ao PNR, bastou-lhes mandar os "nenucos" para uma tal "Frente Nacional", vestiram-se à beto, e agora passam por conservadores, porque o povo olha mais à roupa que à boca...! E vamos lá a ver o resultado disto.
Extrema-direita (1)

"É Único."
Começa assim o artigo do Diário de Notícias sobre um cartaz que o PNR colocou hoje no Marquês de Pombal, reportando aos 1750 euros que o dito custou ao partido, não dispondo este de fundos para mais.
Contudo, tendo em conta que o diário (um dos mais lidos) coloca uma imagem bem visível do cartaz no destaque da primeira página...eu diria que ele é tudo menos "único"! Há, neste momento, uns quantos milhares de outdoors nas mãos dos portugueses, via DN, e até já nas televisões. Ou seja, podem estragar o outdoor à vontade que já teve o efeito desejado. José Pinto Coelho alcançou hoje uma indiscutível vitória. Podem prendê-lo e até mandar retirar o cartaz já hoje, mas a mensagem passou e vai dar frutos. É a burrice dos jornalistas!
Observe-se melhor o cartaz:

Para lá do bom grafismo, são óbvios os defeitos, quer na expressão altiva pseudo-heróica de Pinto Coelho, quer na chalaça do avião com a parvoíce "façam boa viagem".
"O Nacionalismo é solução"....? Até é possível que seja, mas por certo não com a expulsão compulsiva de seres humanos como slogan de apresentação ou programa político.
Segundo o líder, "é uma mensagem forte, temos consciência disso, mas é como com os títulos dos jornais, que às vezes vão um bocado além do que está na notícia. Os imigrantes que estão cá por bem têm consciência de que aquilo não é com eles." Mas logo depois vem especificar que os que estão cá "por mal" são "os marginais, os ilegais, os indigentes. Os que vêm para cá viver de subsídios."
Eu diria que a indigência não o é "por mal"... Diria que os ilegais não o são "por mal"... Diria que a maioria dos marginais nunca pôs os pés na terra de origem da família...e que quem vive de subsídios o faz por exclusiva culpa do Estado (uma vez que muitos portugueses o fazem também).
O PNR tem TODA A RAZÃO quando reclama para si o facto de ser o "único partido em Portugal com coragem de pôr o dedo na ferida". Porque é um facto que há uma "ferida"! Uma "ferida" que a Esquerda desvaloriza porque anda obcecada por um pseudo-multiculturalismo, ou com a ideia suicida de uma aldeia global. Uma ferida com a qual a Direita pactua, porque dela tira proventos. Ora, entre quem pactua e quem explora, o resultado é de facto grave, e um perigo eminente para a segurança de todos.
O país encontra-se num círculo vicioso em que as portas estão escancaradas, porque a Direita quer mão-de-obra barata e porque a Esquerda acha que todos têm o direito de andar por onde bem lhes apetece. O resultado prático é que, num país à beira da bancarrota, que apenas respira à custa de fundos europeus e mal suporta a sua Segurança Social (que se anuncia falida muito em breve), vai-se dispondo de uma enormidade de fundos para subsídios de toda a ordem, destinados a populações exógenas que vêm apenas "beneficiar" do mau período que todos os portugueses atravessam...piorando-o!!!
Ora, ISTO TEM CONSEQUÊNCIAS! Esta situação tem impacto nas atitudes. E mal do dia em que se tomarem as reacções e medos dos portugueses por estúpidas manifestações de "ignorância" ou "xenofobia". É nesse dia que PNR's e afins conseguirão colocar gente do parlamento! Não adianta esconder a cabeça debaixo da areia. Só lamento que seja um partido homólogo de Le Pen e outros do género a dar-se ao trabalho de colocar a questão. Simplesmente porque há formas mais correctas e humanas de se abordar o problema, e que não passam por uma ofensiva declarada à Pessoa Humana. Se outras forças políticas tiverem a honestidade de tratar disto sem utopias absurdas ou interesses dissimulados, as coisas mudam. Têm de mudar.
Por fim, e uma vez que, conforme a notícia, já se andam a estudar formas de ilegalizar o outdoor e, quiçá, o partido, não vejo aqui qualquer conteúdo racista, como é óbvio. Existe uma preocupação e a apresentação de uma medida lícita e prevista (deportação) face a um problema político e social, que cada partido, livremente, tem o direito de abordar como entender. Não está subjacente uma questão racial, mas sim de nacionalidade e política interna. Ora, enquanto o PNR não "mijar fora do penico" tem todo o direito de existir e comunicar as suas preocupações.
Segundo o presidente da Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias, Osvaldo Castro, isto é o resultado de "um certo desespero de uma minoria ultra nacionalista, para não lhe chamar coisa mais grave, perante o facto de se estar a finalizar um diploma sobre imigração que é o contrário dessa ideia das portas fechadas".
Ora aí está. Este vem contrariar o sentido deste cartaz anunciando precisamente a deriva inversa do Estado. Que pensarão os portugueses...?!? Será que esta gente ainda não percebeu que os portugueses não estão dispostos a ser "educados" pelos "portadores de verdades absolutas"?! Volto a insistir: que sejam os partidos moderados a abordar esta questão por um prisma realista...ou terão surpresas em 2009...que não saberão explicar!
Quarta-feira, Março 28, 2007
...e derrota em Lisboa!

Como já havia sido anunciado, Maria José Nogueira Pinto vinha ponderando a sua desvinculação do CDS-PP, desde o circo do último Conselho Nacional, em Óbidos,no passado dia 18.
Antes de ser insultada e agredida, a presidente tomou uma decisão: Activar uma moção vinda dos militantes de Leiria (uma semana antes do conselho em Óbidos), com mais de 1000 assinaturas (as necessárias), obrigando à convocação de um congresso extraordinário. Ora, ainda que Portas tenha conseguido a aprovação das "directas", em Óbidos, as tais mil assinaturas vêm obrigar o Conselho Nacional a esperar por esse Congresso para aprovar e ratificar (ou não) qualquer proposta apresentada agora em Conselho Nacional. É uma questão estatutária e não há volta a dar-lhe.
Mas a pandilha de "porteiros" não pensa assim, e recorreu para o Conselho de Jurisdição do partido, a ver se dava a volta. E parece que a pandilha se infiltrou também nesse órgão, pois a resposta foi favorável a Portas (ele sabe quem tem!), determinando que podem realizar-se eleições directas imediatas, seguidas então de um Congresso ratificativo.
Nogueira Pinto já tinha avisado: "Se se confirmar que este partido é um território onde alguns assaltam o poder, aqui não sou nada nem ninguém..."
Pois hoje, ao anunciar a sua desfiliação do partido, bem como a óbvia renúncia ao seu mandato na autarquia lisboeta, esclarece que "este é, e foi desde o início, o facto mais relevante: a demonstração na prática que 130 conselheiros podem tornar letra morta um requerimento subscrito por 1344 militantes".
Diz que sai como "prova de respeito pelo partido, pelos seus militantes e pelos seus órgãos" e tal não podia ser mais evidente.
Sai imediatamente e já com efeito para o próximo Conselho Nacional, rejeitando presidi-lo: "Não devo, não posso e não desejo no momento em que já ponderei e decidir desfiliar-me, constituir-me como alegada e hipotética força de bloqueio a qualquer decisão dos órgãos do partido. Isso seria absurdo".
Ora aqui está uma linguagem que nem todos entendem.
O carácter de um político vê-se em tempos de provação. Tacho ou honorabilidade? A Zezinha mostra como se faz.
Lamentável é para Lisboa, que no meio de tanto corrupto (e depois de ainda a terem tentado arrastar para a lama), perde um dos seus mais activos e respeitáveis elementos.
Etiquetas: Política
Vitória em Serpa...e...

No dia 24 deste mês, o presidente da REN (Rede Eléctrica Nacional) vinha defender que "as energias renováveis podem assegurar metade das necessidades energéticas" de Portugal, sendo que o resto terá de continuar a ser provido pelas fontes comuns. Foi uma notícia digna de registo, que guardei para aqui colocar mais dia menos dia.
Pois bastaram 4 dias para o momento ideal. Hoje, em Serpa, inaugura-se com pompa e circunstância a maior central solar do mundo. Tratam-se de 32 hectares de terreno, cobertos com 52 mil painéis fotovoltaicos, que produzirão 20 gigawats/hora de energia por ano, durante 15 anos.
Será "suficiente para alimentar oito mil habitações e poupar mais de 30 mil toneladas em emissões de gases de efeito de estufa em comparação com uma produção equivalente a partir de combustíveis fósseis".
Este é sem dúvida o caminho. Um país pleno de Sol, água e vento, só tem que ser limpo do negrume de petróleos e carvões.
P.S.- Para conhecer melhor o seu funcionamento veja aqui.
Etiquetas: Ecologia
Terça-feira, Março 27, 2007
Para rir...(3)

Hoje de facto é mesmo só rir...! Via "Último Reduto" fiquei a saber que um tal Carlos Gonçalves, alegre comunista, veio para o "Avante" anunciar o fim do "regime democrático".
Parece que a possibilidade de se erigir um pequeno museu, perdido nas serranias de Stª Comba, poderá ter o poder de converter Portugal ao obscurantismo... Um "santuário fascista", diz o pobre homem!
Mais engraçado ainda é o constante apelo à Constituição, fazendo citações pontuais daquele preâmbulo parolo (pasme-se, apelidado de "científico"), para sustentar a ilegalidade de tal projecto (tenho tanta pena que esta gente não se tivesse lembrado da mesmíssima Constituição no que toca à inconstitucionalidade da IVG!).
Uma barrigada!
Etiquetas: Polémica
Para rir... (2)

"Salazar The Musical", com encenação do inglês John Mowat e direcção musical de Ramón Galarza. Conta com a participação dos actores José Pedro Vasconcelos e Miguel Melo e preve-se que estreie no Teatro Villaret, em Lisboa, a 5 de Junho.
"Férias Grandes com Salazar", do espanhol Manuel Martinez Mediero, com estreia marcada para finais de Abril, no Teatro Nacional D. Maria II.
Era mais que previsivel. Depois das massas se pronunciarem livre e soberanamente, vem a altura de reeducar as massas e corrigir-lhes as convicções. É típico das "democracias tutoriais".
Etiquetas: Polémica
Segunda-feira, Março 26, 2007
Para mim, Camões!

Com 41% dos votos, o "mestre" de Stª Comba já anda a assombrar as noites de muito boa gente...! Os tais que acham que "isto não deveria ser permitido", resguardando-se na Constituição apenas para escamotear as suas óbvias tendências despóticas.
Difícil de compreender é a presença do cônsul Aristides Sousa Mendes entre os 3 primeiros (sendo que o voto militante em Cunhal já era esperado). Se o critério for a eleição de "um grande português"...pelo facto de ser justamente "português", dir-se-ía que em face da crise que o episódio abriu com Hitler, pondo em causa a nossa neutralidade numa guerra que ceifou aos milhões...é questionável. Caso por "grande português" se entenda a obra feita por alguém, sob a coincidência de cá ter nascido, então talvez...talvez sim.
É uma infelicidade (e ainda assim, dada a deriva das votações, se calhar uma sorte!) o facto do primeiro português não ter rivalizado um pouco mais acima. Quando mais não seja, pela carga simbólica que traria. Afonso Henriques ficou em 4º.
Maior infelicidade ainda é o meu predilecto, Luís Vás de Camões, em 5º lugar. O poeta dos poetas foi arrumado com uns míseros 4%. Nenhum dos candidatos a concurso reúne em si, ou na sua obra, tanto do que significou "ser português" como ele. A sua obra é o alfa e o ómega da nacionalidade. A sua vida foi um hino aqueles que inspiraram e lutaram pela fundação e sedimentação de um povo empreendedor e valente. De ambos, restam as páginas dos Lusíadas do primeiro, que um dia valham como único agasalho à nudez e acomodação do segundo.
Por fim, surpreendem-me os 0.7 pontos percentuais de Vasco da Gama...! Sempre pensei que o imaginário dos portugueses retivesse com mais força a gesta das Descobertas.
Etiquetas: Polémica
"Não se pode acabar com a fome e a miséria no mundo, mas sim, podemos salvar uma vida, e depois outra, e outra, e outra..." - Mdr. Teresa de Calcutá
Etiquetas: Meditação









































